"Um homem pode ser destruído, mas não derrotado."
hemingway "O velho e o mar"
sábado, 14 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Todo o meu amor foi em vão
“All my love's in vain”. Essa frase, me alcançou como um tiro de M-16. Bem no meio da testa. E inebriou minha mente pelo resto de mais uma noite demoníaca, reluzente e soturna. Mais uma consternada noite que perdi de viver, pois estava preocupado demais em esquivar-me dos uppers, ganchos e jabs, que minha maldita consciência tentava acertar. Bem no meio da minha linda face. Com a força de um Mike Tyson, possesso de ódio mortal por mim. Esses meus litúrgicos embates, travam-se em rings sem gongo para salvar a pele ou toalhas para se jogar. E a única maneira de vencer... é com a morte, ou a completa covardia de alguém, E que vença (...).
“All my love's in vain”, era o que dizia a letra gritada por um Bluesman estranho, num inverossímil microfone que cantava o pus dos ferimentos de um coração. Ferimentos escondidos atrás de um gesto simples de tocar de costas para plateia. Culpa de uma alma gangrenada. Alguém que jamais chegou. Alguém que jamais voltará. E como diria hilton: “Eu não sou um escritor” “Eu sou um lutador de boxe!”. Noite tardia. Lúgubre e soturna. Acho um milagre, achar alguma louca que compartilhe pedras comigo, para quebrar os vidros de um galpão abandonado, aos ratos. Uma louca que cure minha gangrena com a língua. Que enfie meu sol sem brilho na tomada e faça o porão resplandecer com a sua singela presença. Que ofenda minha retina. Que me ligue e diga "iai, colé mermo!". “All my love's in vain”, mas, será que o meu amor vale alguma merda? Com certeza, (acho que) não... Eu. Que sou animalescamente inocente, a ponto de dizer que, passei a vida toda crendo na metafísica Schopenhaueriana e nos aforismo sem sentido de Nietzsche e, o máximo que encontrei, foi um traveco na Pituba, que me cobrou vinte reais e uma carona para o Nordeste de Amaralina, por uma felação pessimamente mal feita. No meu Gol, 1.0, duas portas, cinza. E não me fez gozar... Minha vida não vale uma romance. Mas a sua – se é que você está por ai –, faz a minha, valer ao menos... deixa para lá. Porém, na tentativa de não mentir para mim, digo: não é bem amor que procuro. Pois, bem. Como uma seta venenosa saída de uma zarapatana cortando minha alma. Nem minha família me ama. Todavia é fato: o instante acaba, e meu cancro ainda doí, mas não vou maldize-lo ou me lamentar, até o dia em que eu vá perguntar ao Sr Fante, “onde andará Camila?”.
“All my love's in vain”, era o que dizia a letra gritada por um Bluesman estranho, num inverossímil microfone que cantava o pus dos ferimentos de um coração. Ferimentos escondidos atrás de um gesto simples de tocar de costas para plateia. Culpa de uma alma gangrenada. Alguém que jamais chegou. Alguém que jamais voltará. E como diria hilton: “Eu não sou um escritor” “Eu sou um lutador de boxe!”. Noite tardia. Lúgubre e soturna. Acho um milagre, achar alguma louca que compartilhe pedras comigo, para quebrar os vidros de um galpão abandonado, aos ratos. Uma louca que cure minha gangrena com a língua. Que enfie meu sol sem brilho na tomada e faça o porão resplandecer com a sua singela presença. Que ofenda minha retina. Que me ligue e diga "iai, colé mermo!". “All my love's in vain”, mas, será que o meu amor vale alguma merda? Com certeza, (acho que) não... Eu. Que sou animalescamente inocente, a ponto de dizer que, passei a vida toda crendo na metafísica Schopenhaueriana e nos aforismo sem sentido de Nietzsche e, o máximo que encontrei, foi um traveco na Pituba, que me cobrou vinte reais e uma carona para o Nordeste de Amaralina, por uma felação pessimamente mal feita. No meu Gol, 1.0, duas portas, cinza. E não me fez gozar... Minha vida não vale uma romance. Mas a sua – se é que você está por ai –, faz a minha, valer ao menos... deixa para lá. Porém, na tentativa de não mentir para mim, digo: não é bem amor que procuro. Pois, bem. Como uma seta venenosa saída de uma zarapatana cortando minha alma. Nem minha família me ama. Todavia é fato: o instante acaba, e meu cancro ainda doí, mas não vou maldize-lo ou me lamentar, até o dia em que eu vá perguntar ao Sr Fante, “onde andará Camila?”.
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